terça-feira, 27 de setembro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

domingo, 25 de setembro de 2016

.



encarcerados, multicelulares
seres humanos pendem, cabisbaixos
por fio tenso: o abismo lá debaixo
não causa espanto ou trocas oculares

na pequenez da cela, tão distantes
pelas janelas, longe de seus lares
escutam ao mundo, mudos, singulares
a lhes chamar plurais, mas como dantes

fazem-se surdos. cegos, ignorantes
crendo-se reis, prostrados. por pesares?
não, pelo próprio umbigo, indigesto

no microscópio, seres celulares 
levam no elevador. cabeça abaixo
num cumprimento: somos nossos gestos



.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

domingo, 18 de setembro de 2016

sábado, 17 de setembro de 2016

confronto

.



deita-se à sombra
de densos desdizeres
como quem diz:

de tua foz
seca e amarga
por seixos me deixo
rolar para bem além
de teu tortuoso
burburinho

e impulso pega
pois a correnteza
veloz com seu vai e vem
tal como o gozo
uma hora, via de regra
finda-se, com certeza

e é abrupto
o choque insensato
um inglório cessar-fogo
no palavrório corrupto
quando já sem fôlego
cala-se frente ao fato:
o mar, tão fundo e vasto



.