quarta-feira, 20 de agosto de 2014

chagas



é o eco
de minha voz
em teus ouvidos
a tremular cacos
de vidro no negrume
do quadro negro riscado?
é débil o molejo gestual
exibido multifacetado no fio
com que gracejas desdenho
imposto a fachadas fechadas.
as ruas perseguem teus passos
os muros se juntam ao meio-fio
e calçadas e janelas espiam.
teus pecados expostos em rubra tinta
chagas que só o tempo apaga


quarta-feira, 13 de agosto de 2014





eis o sentido da vida:
sempre pra frente, cabeça
erguida, caminhe à beça
sempre buscando a saída